Etapas canonização

Este caso foi aberto em 1985 por Dom Raymond Bouchex, arcebispo de Avinhão, que constituiu um tribunal eclesiástico e uma comissão de especialistas. Cerca de 25.000 páginas de documentos e depoimentos foram enviados a Roma em 1994, à Congregação para as Causas dos Santos. 

Empreendeu-se a redação de uma  Positio que apresenta uma biografia detalhada e todos os elementos necessários para analisar as  virtudes heróicas, isto é, a santidade do Frei Maria-Eugênio. Esta Positio sobre as virtudes heróicas foi concluída no ano 2000 e enviada à Congregação para ser estudada por um grupo de teólogos e em seguida, de cardeais.

No dia 19 dezembro de 2011, o Papa Bento XVI pronunciou-se a favor das virtudes heróicas do Frei Maria-Eugênio que foi então declarado Venerável.

Para que um “venerável” seja beatificado, é preciso que ele faça um milagre reconhecido pela Igreja. Várias curas cientificamente inexplicáveis ​​foram relatadas à postulação. Entre elas, a cura súbita, completa e definitiva de um bebê em perigo de morte. Esta foi escolhida, por ser atestada pela extensa documentação do hospital universitário onde foi realizada. 

Eis que no dia 28 de maio de 2015 os médicos da Congregação para as Causas dos Santos reconheceram o caráter inexplicável desta cura, segundo os conhecimentos atuais da ciência. E no dia 1 de dezembro de 2015 os teólogos da mesma Congregação atribuíram a cura à intercessão do Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus.

Este reconhecimento foi ratificado no dia 1 de março de 2016 pelos cardeais e pelos membros da Congregação para as Causas dos Santos.

E no dia 4 de março de 2016,o Papa Francisco reconheceu o milagre e autorizou a Igreja a proceder a BEATIFICAÇÃO do Venerável Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus.

A beatificação  será, se assim for da vontade do Papa, na diocese de Avinhão, pois é aí que o Servo de Deus morreu.

Se, após a beatificação, o beato realiza um novo milagre reconhecido pela Igreja, ele é proclamado santo. Diz-se que ele é canonizado porque seu nome está inscrito no Canon (ou seja, a lista oficial e litúrgica dos santos). Este reconhecimento é normalmente feito em Roma pelo próprio Papa, numa cerimônia muito solene : a canonização.